ABPP - Associação Brasileira de Psicopedagogia

CARTA ABERTA AOS PSICOPEDAGOGOS BRASILEIROS

Prezadas(os) associados(as) e psicopedagogas(os) em geral

Considerando que:

Nos últimos dias, em decorrência do isolamento social imposto pelas medidas da OMS e governamentais, temos recebido solicitações de orientação sobre formas de atendimento psicopedagógico, em especial sobre o atendimento psicopedagógico on line.

Este é um momento inédito e, ao mesmo tempo de muitas aprendizagens, marcado pelo novo e desafiador, o que requer que demandas por ações não se distanciem de fundamentações teóricas e tampouco da construção teórico- prática conquistada ao longo do tempo na Psicopedagogia.

Partimos da premissa que, um importante exercício da Psicopedagogia consiste em fazer perguntas, mais do que dar respostas.

Sendo assim, um grupo constituído em situação emergencial dentro do Conselho Nacional da ABPp vem refletindo sobre os inúmeros questionamentos do fazer psicopedagógico, visando pensar e orientar as ações nesse momento de mudança social.

Em relação às dúvidas de atendimento psicopedagógico propriamente dito na modalidade on-line, com base no próprio conhecimento teórico-prático psicopedagógico, optamos, antes das respostas, por levantar questionamentos como norteadores de possíveis respostas. Assim convidamos a todas(os) para, antes de tomarem decisões sobre modalidades de atendimentos psicopedagógicos, recursos, etc, a se perguntarem:

Compreendemos que, a depender das respostas às perguntas elencadas, as ações que se desdobram dessas reflexões são uma ALTERNATIVA AO ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO e não o ATENDIMENTO PROPRIAMENTE DITO.

Entendemos que as ações que decorrem dessas alternativas de atendimento são fundamentais, uma vez que podemos estar diante de pais/familiares vivendo o estresse de terem seus filhos em casa, de terem que assumir as atividades domiciliares enviadas pelas escolas, de terem crianças ou adolescentes que, impedidos de darem continuidade a atendimentos profissionais já iniciados, se veem necessitados de acolhimento, escuta e orientação, as quais não podem ou não devem ser negadas.

Dessa forma, a partir das respostas a essas, dentre outras perguntas, o psicopedagogo deverá ser capaz de decidir sobre se, o que está se propondo a fazer é viável e se configura como alternativa adequada ao atendimento psicopedagógico.

Recomendamos a prudência da reflexão. E ainda, lembramos a todas(os) que os atendimentos psicopedagógicos presenciais devem ser suspensos até segunda ordem e, acompanhando orientações do Ministério da Saúde e Governos Estaduais.

Reiteramos que estamos abertas à comunicação com nossas(os) associadas(os) diante das dúvidas e da necessidade de encontrar alternativas para a situação.

Atenciosamente,

Cheila Mussi Montenegro, Luciana Barros de Almeida, Maria Cristina Natel, Simone Carlberg

Grupo Emergencial do Conselho
Nacional da ABPp

Marisa Irene Siqueira Castanho

Presidente da ABPp Nacional
Gestão 2020-2022
Associação Brasileira de
Psicopedagogia





Rua Fernando Amaro, 60 - Alto da XV, CEP 80045-080 - Impact Hub - Coworking - Curitiba - Paraná
Telefone/Fax: 41 92001.0428 | E-mail: [email protected]

© Copyright 2013, Associação Brasileira de Psicopedagogia Seção Paraná - Todos os direitos reservados.